No último fim de semana foi “realizado” o FEJMA em Governador Nunes Freire.

Na semana passada fiz um texto falando sobre o que eu achava do FEJMA (reveja aqui). Enfatizei de sua importância para a juventude maranhense e que discordava da forma que era conduzido: NÃO ME ENGANEI!

Não sou aliado de nenhum dos grupos envolvidos nem faço parte da organização. Vou fazer um relato fiel do ocorrido neste FEJMA, marcado por confusões, discórdias, xingamentos, badernas e tantas outras coisas impublicáveis:

A abertura foi realizada na sexta-feira (27/04) e ao entrar no ambiente estranhei a presença de uma grande bandeira do JPMDB no palco do Centro Municipal de Cultura. Até hoje não entendi o que aquela bandeira fazia ali.

Acredito que a única parte do FEJMA que realmente existiu foi a abertura. Foi cheia de “puxasaquismo” e altos elogios entre os integrantes do PMDB.

Foi realizada a “primeira noite cultural” onde ocorreu uma briga e que um jovem de Nunes Freire foi esfaqueado. Até aí nada anormal, afinal a insegurança no Maranhão é constante e este triste incidente não é particular de Nunes Freire.

No segundo dia (28/04) o evento foi iniciado com alguns bate-bocas. A mesa foi composta e logo começaram as falações. Tudo ia “muito bem” até um jovem começar a reclamar na plateia, pois o jovem Samuel Bastos estava falando demais. Este moço (que não sei o nome) bravejada que a juventude não tinha voz e etc e tal. Ele subiu ao palco e pediu para falar. Alguns minutos depois ele falou. Reclamou em demasia. Falava mal de tudo e de todos, com razão em alguns pontos e sem razão em outros.

Foi neste momento que a confusão foi iniciada. Alguns integrantes da JPMDB foram para a frente do palco e começaram a gritar: IH, FORA! IH, FORA! IH, FORA!

Neste momento as caravanas de outros partidos (entre eles o JSPDT) e entidades também se aglomeraram na frente do palco e começaram a gritar também. Logo os primeiros “baderneiros” eram minoria.

A confusão foi reduzida e o secretário do FEJMA, Pedro Lopes, fez uso da palavra. Pedro “cedeu” se espaço para o secretário adjunto de juventude (Assis Filho) e enquanto ele falava a jovem Flávia Martins retirou o cabo do microfone. A confusão que havia sido reduzida, foi multiplicada.

A correria era geral, cadeiras voavam de um lado para o outro, os ânimos de todos se alteravam, xingamentos e palavrões eram ditos de todos os lados, enfim, uma baderna completa.

É claro que integrantes de todas as partes são culpados. São raros os que escapam. A Polícia Militar e a Guarda Civil teve trabalho para conter os mais “bravinhos” que teimavam em fazer confusão.

O secretário geral do FEJMA, Glauber Leonardo, suspendeu o evento por “não há clima para a sua continuidade”.

Ainda pela manhã o secretário adjunto disse que a reunião continuaria e a tarde, foi continuada.

Cheguei a tarde e me deparei com uma mesa recheada de integrantes do JPMDB. Parecia um encontro do partido. A juventude de oposição não estava no evento. Eles falaram das conferências de juventude ocorridas (nos municípios e no estado) e sobre a conferência nacional. Tudo transcorreu normalmente, ao modo ERRADO.

Durante a tarde alguns integrantes do FEJMA (secretários e colegiados) fizeram uma reunião e decidiram pelo cancelamento do evento.

A noite teve mais uma festa “cultural” e desta vez não fui. Tenho informações que houveram diversas brigas, coisa normal em festas.

No domingo aconteceu a eleição do Conselho Estadual da Juventude – CEJOVEM. Segundo alguns integrantes do FEJMA, foi ilegal, haja visto que a reunião tinha sido cancelada. Segundo outros, tudo aconteceu nos conformes pois a “plenária” é soberana.

Enfim, é aguardar os próximos passos. Torço para que a juventude maranhense repense esta forma equivocada de trabalho. Nas redes sociais tenho sempre dito: NESTA HISTÓRIA NÃO HÁ INOCENTES!

A reunião do Fórum Estadual da Juventude em Nunes Freire não tratou de nenhuma proposta sequer: foi em vão!

RECLAMAÇÕES:

Algumas caravanas de oposição ao governo Roseana reclamaram muito que ficaram em escolas sem água e que também não tinha comida.

Fui em uma das escolas onde se reclamava da falta de água. Chegando lá não tinha problema, apenas o registro havia sido fechado, não se sabe por que e por quem.

A comida não faltou em momento nenhum, entretanto após a confusão ocorrida no sábado, as caravanas de oposição foram para as suas escolas. O combinado era comer no Centro Municipal de Cultura, houve aí uma falta de entendimento da organização, pois teria que ter mandado a comida para a escola, evitando confusão entre os grupos rivais).

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